Como Usar e Onde Encontrar Pulseiras Masculinas!


22/05/14
Na(s) categoria(s): Comportamento | Postado por Diandra Fernandes às 9:30

Uma das últimas polêmicas desta tal de internê foi acerca do Machado de Assis e da mudança nos textos do autor pra digamos “facilitar” “a leitura dos leitores” de hoje em dia. Isso porque acreditam que como nas histórias do autor brasileiro tem muitas palavras desconhecidas, isso acaba sendo agente repelente para os leitores contemporâneos que deixam de se aventurar no mundo do autor por causa disso. E notando bem a vibe dos nossos tempos, eu super entendo esta atitude. Discordo mas entendo. Porque mesmo com a comodidade de ter uma informação a um clique de distância, sem sequer sair de onde você está pra se informar, inclusive sobre palavras desconhecidas, ao que me parece as pessoas querem absolutamente tu-do de bandeja entregues pra elas ali no ato. Se não tiver, perdem o interesse ou refocam e passam pra uma outra. Engraçado é que às vezes a info está ali na cara delas mas né… desconfio que o condicionamento de querer tu-do de bandeja, desembrulhado, digamos assim, além da folga, cega… hehehe

 

Por isso eu super entendo esta atitude. No entanto acho uma pena as coisas estarem nesse patamar. Porque livro, ou texto ou que quer que a gente encontre pela frente que desconhecemos pode e deve ser encarado como uma fonte de informação e descoberta do novo, inclusive em forma de novas palavras. Porque é assim que a gente amplia o nosso vocabulário e o nosso horizonte. Porque só quando a gente depara com o desconhecido é que isso é possível. Se ficar vendo sempre as mesmas palavras ou as mesmas coisas, nada se acrescenta, a gente fica no mesmo lugar… O problema é que hoje em dia, dada a acomadação das pessoas ou sei lá o que seja, uma palavrinha que elas não entendam serve justamente como desitimulo pra se desinteressar e não como um estímulo pra aprender algo novo, o que ao meu ver, deveria ser. Eu, por exemplo, sempre vi em livros uma fonte de descoberta de um novo mundo e de novas palavras, na língua que for. Latim que seja. No problema. Aliás, eu nunca estudei muito português, porque eu lia muito quando era criança e adolescente e isso me deixava bem safa na língua. E foi lendo que eu fui aprendendo a língua per se e enriquecendo o meu vocabulário.  E hoje me dia isso é mais fácil ainda endereçar o desconhecido já que basta ter a internê do lado (ou um dicionário, se preferir o MO das antigas) que pode te acompanhar ao ler o tal livro. E muitas vezes a gente nem precisa de um clique ou de uma olhada no dicionário pra sacar do que a tal nova palavra se trata já que dá pra sacar o que a palavra significa pelo contexto. Outras vezes tem que dar uma olhadela no dicionário e tal. Mas em qualquer dos casos, uma coisa nova será aprendida, coisa nova que só enriquece a nossa vida.

E aqui eu nem vou entrar no mérito da questão que ao modificar um texto tão peculiar de um determinado tempo meio que trava um pouco a máquina do tempo que um livro pode ser… mas enfim… efeitos colaterais dos tempos modernos, I guess.

BioFlash: Outro dia na novela Dancin Days que eu estou reassitindo no Viva, o chatão do Cacá falou uma palavra que eu nunca tinho ouvido na vida: oligofrênica. Ao invés de eu ficar pt da vida com o Gilberto Braga por ter colocado uma palavra desconhecida destas e desistir de assistir à novela for good, eu curiosei, lógico, e já que estava online, com dois cliques descobri o que significava. Sem nem sair do lugar. E tive que procurar porque no contexto que foi dito poderia significar um monte de coisas. E assim, aprendi mais uma. E de boa. Porque taí uma coisa que eu acho sensa, de verdade.

Ah, e se ficou curioso pra saber o que oligofrênica quer dizer, FYI: ela está a dois cliques de distância, vai. Deixa de ser acomodado e procura lá. Faça disso um hábito pra esta e as outras palavras que por acaso não saiba a respeito. E ao invés de achar que isso é um saco, encare como algo novo a descobrir. E você pode encarar tudo desta maneira, fazendo isso também com um tema, um assunto que pintou na sua frente e você não faz ideia do que seja.  Taí um tempo que não será perdido. Mesmo. 😉





3 dudes comentaram nesse post:

  1. Davi disse:
    23 de May de 2014 às 11:19

    Quem bom que não sou o único a ver novela velha. Que tal o estilo dos Dudes? Acho o Horácio e o Aníbal de amargar, mas acho que tem muita coisa legal e atual.

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    • Diandra Fernandes disse:
      23 de May de 2014 às 17:06

      Davi,

      Eu me divirto com o figurino. Morro com aquele pj vermelhão do Cacá. rs Eu pensei super em fazer um post a respeito, mas é difícil às pampas (hehehe) encontrar fotos pra ilustrar. Tentei e não consegui nada basicamente. 🙁

      XOXO

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  2. Tiago disse:
    23 de May de 2014 às 16:56

    Deprimente mesmo essa mentalidade atual de tentar facilitar ao máximo. Acho que a velocidade da informação hoje, em que tudo precisa estar sempre ‘pronto e acabado’ está formando pessoas mais superficiais, e que ao longo do tempo também resultará em algum tipo de frustração delas com o mundo. É esperar para ver.

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