Como Usar e Onde Encontrar Pulseiras Masculinas!


24/12/14
Na(s) categoria(s): Comportamento | Postado por Diandra Fernandes às 9:22

malala stweart

E foi essa declaração que a Malala deu pro Jon Stweart quando ele perguntou a ela o que passou pela sua cabeça quando ela ficou ciente de que os Talibãs estavam de olho nela como target. Malala que pra quem não sabe é uma paquistanesa duca ganhadora do prêmio Nobel da Paz deste ano (junto com o indiano Kailash Satyarthi) que foi baleada na cabeça aos 15 anos ao sair da escola onde estudava pelos Talibãs por defender abertamente o direito à educação de meninas no seu país. Aqui tem um pouco da história dela ó.

Traduzindo livremente a lição mega que ela deu no programa do Jon Stweart sobre como endereçaria um ataque violento dos Talibãs:

“Mas mais tarde eu comecei a pensar e achava que algum Talibã viria e iria me matar. E aí pensei: “e se ele vier, o que eu faria?” Pegaria um dos meus sapatos e atiraria nele. Mas aí repensei e disse pra mim: “Malala, se você atirar um sapato nele, aí não teria diferença alguma entre você e o Talibã. Você não deve tratar os outros com crueldade e nem duramente. Você deve combater pensamentos e pessoas com paz, diálogo e educação.” E aí eu diria para o Talibã o quão importante é a educação e que eu desejo que as crianças dele tenham acesso à educação as well. E aí eu diria pra ele at last:” isso é o que eu tenho pra te dizer, agora, faça o que bem quiser.” 

Em tempos de redes sociais onde o que mais a gente vê é gente achando que o jeito de combater o preconceito é com mais doses de preconceitos, lidando com a violência verbal ou dos atos dos quais discordam com mais violência, coisas que acontecem no mundo real em cada esquina as well, ficaí a lição da Malala. Lição que super concordo já que acho que é este o caminho pra combater a violência, o preconceito, a ignorância e tudo o mais que tem de errado por aí. Porque não é pagando na mesma moeda ou numa muito pior que se tem a chance de reverter este jogo, é mostrando o outro lado dela que aí sim, esta batalha pode ser ganha. E pra isso dá-lhe tolerância inclusive ao intolerável, dá-lhe bons argumentos e educação, dá-lhe serenidade. E tentar calibrar a vibe pra tal da compaixão pra ajudar nessa que é uma das coisas mais difíceis de fazer. Porque mesmo tendo a convicção de que é este o caminho, sei bem que na prática é muito difícil aplicar sempre isso aí, ainda mais pra quem sofre na pele a violência, o preconceito, o descaso ou whatever. Aplico isso pra muitas coisas, mas vira e mexe falho em outras. Mas um dia acerto o passo. E pra ajudar nessa vale considerar que pra de fato reverter este jogo, se é realmente o que a gente quer, não vai adiantar nada combater ou pagar com o que tanto se repudia, ou pior, não se dar conta de que está fazendo exatamente o mesmo que tanto se repudia, o que tanto quer combater.

O vídeo com a entrevista pro Jon Stweart é este aí ó. Roda.

Peace!





1 dudes comentaram nesse post:

  1. Bruno disse:
    25 de December de 2014 às 11:52

    Precisamos de mais pessoas como ela no Mundo! Vida longa!!!

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