Consultora de Imagem. Carioca. Coffeeholic. Odeia domingos e não acha segundas-feiras that bad... go figure.
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E o papo sobre necessidade versus gosto é assim: digamos que o uniforme do seu trabalho requeira camisa polo todos os dias, mas você o.de.i.a a tal da polo. De qualquer jeito ou modelo. Bom, pro trabalho não tem como não usar só porque você não gosta já que é O uniforme da empresa e por isso você vai ter que ter algumas no seu armário. O suficiente pra usar pra trabalhar. A quantidade vai depender de você. Mas acho que no mínimo umas 5 se tem que usar todo dia é um bom número. 10 polos no máximo seria outro. Isso se elas puderem ser de cor e estampas diferentes. Se só puderem ser de uma cor, aí pode ter só umas 5 no máximo. E à medida que elas vão se desgatando ou pedindo outra você vai as substituindo accordingly. Vale pra todos os casos.

E na sua vida fora do trabalho aproveita e simplesmente não use a polo já que você não suporta uma. You don’t have to. Aí você pode substitui-la por outros tops mais de acordo com o seu gosto sem drama.
Já se você adorar uma, aí pode ter um arsenal maior delas pra atender a demanda de uso profissional e social. E você não precisa ter tais polos só pra trabalho e tais só pro social. Pode mixar. A não ser que pra trabalhar como parte do uniforme seja pedido polos somente lisas e/ou neutras. Aí você respeita essa determinação pro seu trabalho, mas lembrando que pode usar estas pro social as well. E as outras vetadas no trabalho também.
Outro exemplo seria um blazer. Você não curte um, mas vez ou outra pro seu trabalho, tipo quando precisa encontrar um cliente top acha que é uma boa usar e de vez em quando uma ocasião esporte fino up demanda o uso dele. Então, escolha um (somente um) curinga, numa cor escura (preto, marinho ou cinza), de lã fria/tropical pra poder usar quando necessário. Isso porque você não precisa ter mais de um no armário pra algo que você usa de vez em quando quase que raramente. Ainda mais numa peça tipo um blazer que fica por cima de um top. O mesmo valeria para um casaco, por exemplo. Deu pra entender a relação?
Já se usar sempre um, aí pode ter mais um ou dois, neutros ou neutro e um de cor. It is up to you. E vale o mesmo critério se adorar a peça.

Ou seja, às vezes você vai ter que ter no seu armário peças que não gosta e dependendo da sua necessidade e da quantidade de vezes que vai ter que usar e da peça em si pode ter só uma pra curingar a ocasião que eventualmente pintar ou se munir de algumas se a frequência de uso for diária ou algo do tipo.
Newsflash: não tem nada de errado com isso. Às vezes me parece que pra alguns, as ditas ON trends ou os modismos são os vilões supremos do bom gosto, estilo ou elegância de alguém. E a coisa não é bem por aí. Não é porque eu por exemplo não sou uma seguidora de tendências per se, porque não curto muito essa, que por isso acho que ninguém deva ficar de olho e seguir as ON trends, que elas são a bad, bad thing. Tanto que reporto as mesmas por aqui. E reporto porque o fato de eu não curtir pra mim não significa que o certo é não curtir at all. Ou que elas não existam. É aquela história do que funciona pra mim pode não funcionar pro outro. Ou pode, mas isso não quer dizer que o que funciona pra mim e pro outro fulano ali seja o melhor caminho pra todos. Não é.

O que você deve atentar nessa de seguir tendências é saber filtrar e absorver as que tenham a ver com você e lhe favoreçam ao invés de adotar a postura do “tá IN, tô dentro usando” just because. Isso é que não é a smart move. Mas se você curte usar o que é tendência ou já está na moda aka o que todo mundo está usando, dude, go for it. Não é isso que vai te fazer um cara mais ou menos estiloso ou descolado ou elegante. Porque o que tem este poder é o filtro que você vai usar na hora de fazer as suas escolhas dentro do que é ofertado em cada estação. E se ele estiver calibrado… vai estar ON na boa.
E isso não quer dizer que você não vá cometer alguns errinhos every now and then e ser vitimado pelos modismos (FYI: quem viveu nos anos 80 foi in a regular basis), porque né, that happens, mas com o filtro ON vai tirar daí uma boa experiência pra sacar ainda melhor o que joga ou não no seu time e vai também dar umas boas risadas com isso. Mesmo porque cometer erros não é problema, não é o que vai nos definir, o que pode nos definir é o como a gente escolhe lidar com eles. Em moda ou na vida simplesmente.
And don’t ever settle for less. E pra isso tem que ter a informação certa e ter em casa um espelho calibrado. É saber sim o que está IN mas saber melhor ainda se aquilo é IN pra você ou não.

Mantra Pra Boas Compras e Pra Vida!
E naquelas estações onde não tiver uma roupa ou um acessório que combine com você ou só tiver peças em tons de cores nada amigos ou fora do seu tamanho ou whatever, simples: não compre nada e aproveite pra economizar o seu rico dinheirinho. Deixe pra comprar na próxima estação, se claro nela tiver algo tudo a ver com você. E se quiser pode até aproveitar a economia pra começar a investir em peças (poucas por vez) de qualidade. Com esta mentalidade é que a gente escolhe melhor e vai assim montando um armário camarada e bem equipado.
O mesmo vale se na sua cidade não tiver algo in sync com você. Vai economizando e deixe pra comprar quando for viajar.
O importante é não se deixar levar pela ideia de que tem que ter algo novo sempre. Não tem. Quando a gente tem um armário bem montado e em sintonia com quem a gente é, com o nosso gosto e com peças que jogam no nosso time, o nosso leque de opções sempre estará bem fornido por lá. Ah, Di, mas preciso de umas peças pra dar uma refrescada no como vejo e uso as minhas peças amigas, como faz? Aí compre algo que pelo menos goste e não vá marcar um gol de placa contra o seu time. E né, procure algo mais em conta, porque gastar uma grana com algo mais ou menos, just because não é fazer a melhor escolha, bolso-wise.
E já que a gente está falando das melhores escolhas, anote: nem sempre o melhor é sinônimo de caro ou mais caro. Porque fazer a melhor escolha tem a ver também com ser smart enough pra não comprometer as suas finanças. Economize e compre sim o melhor, mas o melhor que o seu bolso puder bancar. Mesmo porque não é porque o jeans é premium e custou os olhos, o nariz e a boca da cara que vai automaticamente lhe cair superbem. Um bem mais em conta pode fazer em você uma mágica way better. Porque o jeans bom, a sua melhor escolha é aquele que quando você veste cai como uma luva em você, que te deixa guapo, valoriza o que você tem de melhor e dá uma suavizada no que não está assim com aquela bola toda. Mas pra saber, só indo lá e experimentando munido claro das informações-chave, infos tipo as que eu vivo blogando por aqui, porque ter as informações certas é a base pra que você faça sim as melhores escolhas pra você.
E não custa lembrar que se vestir bem tem a ver com comprar as peças certas pra você, aquelas que valorizam a sua silhueta e o seu estilo, aquelas que vão sempre jogar no seu time. Nada a ver com estar na última das modas. E nem usar o que todo mundo está usando por aí.
As outras reginhas estão aqui ó.
Muitas vezes a gente não consegue enxergar com o auxílio do espelho o que de fato fica bem na gente. Por N razões. E nem vou aqui falar sobre elas e sim sobre um jeito de notar se o que a gente está usando está jogando no nosso time: pelos elogios (sinceros) que recebemos seja na forma de palavras ou na forma daquele olhar de aprovação, sabe qual? Então…

E sim, tem que separar o joio do trigo no quesito elogios porque o que não falta é gente que se vale do elogio vazio somente pra acarinhar o ego de quem se quer something and try to get it through it. Aposto que você bem sabe do que estou falando, né? Ignore estes e foque nos verdadeiros. Sim, dá pra notar, vai. E a partir deles anote o que funciona ou não pra você.
Supervale.
Se quiser saber quais são as outras regrinhas do bem-vestir, dá uma olhada aqui, ó. Recomendo.
E do jeito mais fácil, mais natural que há: sendo você. So find out who you truly are, your essence and be true to your ownself. Otherwise, it is a totally waste. De uma matéria-prima única to work with. E é nela que vale investir, porque o retorno é garantido. Sim, este post é digamos, uma junção do ser honesto consigo mesmo, do se bancar com o evite um copy and paste.
Como já falei sobre o assunto por lá, só vou reforçar a ideia adicionando um comentário que esqueci. Acho superválido quando você é criança e adolescente até, imitar quem você admira ou be just like the others pra se enquadrar, pra fazer parte da turma. Se bem que ainda acho que é justamente nos teens years que deveríamos mais do que em qualquer outra idade nos permitir explorar quem somos, nossas potencialidades e não as de outros. Mas enfim, costuma não ser este o caso, com exceções, é claro. De qualquer maneira faz parte do se descobrir experimentar identidades digamos assim, porque é por aí também que a gente pode ir se encontrando. Mas depois de uma certa idade, se descobrir e se achar se torna essencial. Ou pelo menos ter uma boa noção de quem se é ou se tornar mais atento a isso. Lá pela idade de começar a trabalhar é um bom parâmetro pra se ter, porque a vida séria entra em cena. Aí o bug da maturidade must kick in. Sorry for that, Peter Pans…
E se quiser um incentivo pra trilhar o caminho da autenticidade aí vai: operar no modo “copy, mimic and ape”, depois de uma certa idade, let’s say, usando as suas “inspirações” na base da xerocada sem filtrar e sem considerar quem você é inside out and outside in, sem autenticá-las, e isso vale tanto pra roupas e acessórios como pra ideias, conceitos, dizeres, atitudes, argumentos, jeito de ser e de viver até, vai fazer de você um sanguessuga, do tipo que se “apropria” da boca pra fora do que melhor lhe for conveniente para por exemplo tentar conseguir o que quer, pra fazer parte de tal turma, pra parecer ao invés de ser. And dude, if that is the case, sinto lhe informar, mas qualquer elogio que receba não vai realmente pra você e sim pra quem você sampleou whatever that is. Só vai pra você se o elogio for for your skills na arte de ser um macaco de imitação, aí sim, pode computar. Porque “aquilo” não é você, não é seu, é uma outra pessoa ou de um outro alguém. A não ser, é claro que o que você busque seja o “prazer”, a “satisfação” de enganar os trouxas de plantão, aí sim, faz sentido… Isso ou ser desprovido de personalidade própria. Se não for o caso, o que eu tenho absoluta certeza que não é, acho que este não é o caminho, right? Então…
Portanto, se inspire sim por aí, mas autentique filtrando com o seu personal code, sua essência, mantendo seu DNA sempre presente, tá? Seja você ao invés de parecer whoever. Se permita ser, sentir, viver com o que vem lá de dentro e não da boca pra fora. Falte com o fingimento e seja verdadeiro consigo mesmo. That is the best way to honor that person, to honor you.
And express that you in everything you do.
Aqui tem um manifesto bem legal que supercorrobora com isso.
Como? Tirando do âmbito genérico e avaliando se isso ou aquilo é certo ou errado pra você, se funciona ou não pra você e pra determinada situação, porque ela também conta. Porque assim, não é só porque você acha supercerto usar jeans em casamento formal que você pode e deve usar um. Se a situação pede outra coisa, então amigo, outra coisa it is. Sacou?
Pelo menos é como eu encaro as coisas em consultoria. Por exemplo, a gente tem uma listinha bem fornida, genérica com os dos and dont’s que serve de guideline pra perfomar certos nip tucks visuais. E aqui abro um parênteses: sim, eu sei que ando devendo a listinha a este respeito, mas ju-ro que ela já já sai… fecho o parênteses. Mas esta listinha só deve mesmo servir como uma guideline e não como sentença antes de avaliar cada caso, cada pessoa, cada silhueta, porque o “veredicto” nunca deve ser feito de forma genérica e sim individual. Porque não tem duas silhuetas exatamente iguais; parecidas sim, mas idênticas não e muitas vezes um detalhe diferente pode permitir o uso de algo que estaria no rol do evite. Às vezes este detalhe fica por conta do usuário e da sua personalidade… Por isso é que eu nunca tiro automaticamente nada de ninguém. Tipo assim: não é porque o cara é baixinho que eu vou tirar dele todas as opções que genericamente não favoreceriam a sua “condição” logo de cara, sem ter em mãos all the data. Mesmo porque tem coisas que não vão fazer tanta diferença, tem outras que tem como fazer um “damage control” e tem ainda o fato de ser ou parecer baixinho ser ou não um fator que o incomode. O The Sartorialist por exemplo é bem baixinho e ao que parece isso não é um grilo dele, therefore ele se permite usar coisas que denunciam a sua estatura, digamos assim and even to get away with it. Porque ser baixinho não é nenhum crime, ou pelo menos não deveria ser e se uma pessoa banca bem esta “condição” periga até de virar algo que alguém queira pra si ou que vire a moda, deu pra sacar?
Outro exemplo? Quando o cara é magrinho: tem caras que gostam da condição de magrinho, já outros vão fazer de tudo pra ficar visualmente menos magricelas. O como lidar com um vai ser bem diferente do como lidar com o outro. And so the options.
E né, quando a gente tem what it takes to make algo funcionar que de repente teoricamente não deveria ser pra gente, o resultado é super. Mesmo. Por isso que sempre vale pelo menos to give it a shot. E o fazer funcionar, como eu sugeri acima, de um jeito ou de outro tem muito, mas muito mesmo a ver com o usuário. Mas pra isso tem que se conhecer. E bem. E claro, ser super honesto consigo mesmo na parada. Sempre.
Ah, e é sempre bom saber das ditas regrinhas genéricas porque elas não só te dão o conhecimento de como as coisas funcionam pra você ter mais elementos pra fazer as suas avaliações (saber se vai ser um tiro no pé ou um afago no seu ego fashion) como também porque ao entendê-las você ganha mais um elemento a seu favor pra bancar bem whatever ou pelo menos mais humildade e respeitoso ou ainda um jogo de cintura mais amplo pra lidar com as situações. Aqui eu vou ilustrar com uma situação: por exemplo, usar sapato marrom escuro num evento enternado formal. Com terno marinho ou cinza pode descolar a montada e modernizar o look. Mas tenha em mente que vai ter gente que vai olhar pra sua escolha e achar o fim do mundo. Se mesmo assim você acha que dá pra encarar… então dude, that is the right thing for you to do. Porque é uma escolha que não vai afrontar o evento e sim algumas pessoas ligeiramente desinformadas das possibilidades. Já o caso do jeans num casamento formal seria afrontar o evento onde o desinformado sem noção seria você.
Got the point?
Porque se você não bancar o que estiver usando, it shows e as pessoas vão notar, aí não rola. E o que eu quero dizer com bancar? É vestir a roupa e não ser vestido por ela,ou seja, usá-la com propriedade, é se sentir confortável com a escolha feita(nada a ver com o fit mas o sentimento que vem acoplado), é se sentir você (preferencialmente the best version of you, hehehe) and be all so well with it.
Agora pra isso precisa saber quem você é, os seus gostos, desgostos, o que lhe fica bem e o que lhe é apropriado e se sentir confortável under your own skin, porque se vestir nada mais é (ou pelo menos deveria ser) do que uma expressão disso, só que de uma forma visual, sem palavras. E se você se conhece e se aceita vai respeitar e tratar a pão de ló o você nesta equação. E quando isso acontece, você se banca e banca as escolhas que faz, quer seja no que vai vestir, fazer ou viver.
E é justamente isso what it takes pra bancar bem uma roupa, um acessório, um look. É saber quem você é, o que é pra você e sobretudo o que vai expressar the exactly best of that.
Recomendo a leitura deste post aqui sobre o assunto-ish.