Vem saber tudo sobre ternos, vem?


22/11/13
Na(s) categoria(s): Regra Boa Do Bem-Vestir | Postado por Diandra Fernandes às 9:31

Não tem nada que seja pior do que ter um armário cheio de peças onde a porcentagem de rotatividade da maioria é bem baixa ou quiçá quase inexistente. Porque roupa no armário ou nas gavetas é pra serem usadas e não guardadas pra constar que tem. E são pra serem usadas com frequência. Essa coisa de ter no guarda-roupa pra se um dia precisar ou pra eventualidades é besteira. E trava o seu armário visualmente e energicamente falando, inclusive.

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E sim, é uma boa ter por exemplo um terno no armário para casamentos e eventos mais formais, mas dude, só compre um quando a ocasião chegar. E quando ela chegar e você comprar… anota: você não precisa só usar o tal terno como um terno e durante aquelas ocasiões. Você pode super pegar o paletó e usar com a sua calça jeans e uma camiseta ou camisa ou henley para um jantarzinho qualquer ou uma casualizada mais arrumadinha. Ou ser o seu casaco de uma noitada out. Pode se valer da calça pra usar com uma bota e um suéter ou mesmo com uma camiseta e tênis pra curtir um hi-lo na boa. Essa de só poder usar calça com o paletó dele é abobrinha e com farinha. E estes achismos de que conjunto só pode ser usado em conjunto must go. Porque eles são uma das coisas que mais te limitam nessa de maximizar e bem o seu armário.

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Porque sabe a sua gravata que só sai do armário quando você tem um casamento uma vez ao ano? Porque você acha gravata isso ou aquilo ou nem sabia que ela pode casualizar por aí? Bom, ela pode te fazer companhia mesmo que timidamente num look com colete, suéter ou cardigan e camisa, com jeans ou chino ou mesmo com uma calça de veludo cotelê.

O mesmo vale para os seus pijamas. Além de te dar mais opções (o que por si só já é super) ao mesclar a calça daquele pijama xadrez com uma camiseta e não com o top xadrez dele, isso ainda te permite demorar mais a enjoar do que tem e diminuir a vontade de comprar algo novo tão rapidamente.

Tá, eu entendo que certas peças estão lá mas só podem ser usadas numa estação do ano como casacos, suéteres e afins. Ou figuram porque você viaja para países frios e precisa ter um leque de opções quando vai visitá-los. Mas tenha em mente que estas peças não precisam figurar em grande quantidade. Um bom casacão, mais uns dois ou três suéteres, uma capa ou um casaco mais informal e uma jaqueta legal dariam na boa conta do recado pra enfrentar o invernão que pipoca em pequenas doses por aqui no Brasil e viagens ao ano. E investir em qualidade nessas peças poucas é até uma boa pois você tecnicamente teria as próprias por vários anos sem precisar se preocupar em comprar outras por um bom tempo…

rotatividade armário roupas

E quando a estação delas não estiver em vigor, coloque estas peças mais escondidas no armário, numa prateleira lá em cima ou mesmo nos cabides afastados do seu campo de visão. Deixe as peças de determinada estação em voga protagonizando essa. E quando o inverno chegar, aí sim, traga-as pra sua frente pra você saber que as tem e usá-las. Agora, se você costuma enfrentar ar condicionado siberiano mesmo no verão e precisa ter umas peças destas no seu campo de visão, deixe-as lá à vista. Assim vai saber que tem e usá-las as such.

E voltando à rotatividade… tente usar tudo o que você tem à sua disposição, o máximo que der. E se não der, pra que ter no armário?  Use tudo até ter que substituir. Ou cansar. Aí sim, vale dar uma folga pra peça. Mas por um tempinho só… e reavaliar se quer mantê-la ou nem. Porque às vezes, quando a gente cansa, basta dar uma folga pra ela que pronto, ela volta a ser querida. Agora se ela passar um tempão no spa… melhor considerar doar ou vender. Porque armário bom não é armário preparado pra tudo que eventualmente tenha pela frente ou não e sim um armário que é sempre muito bem usado.




19/09/13
Na(s) categoria(s): Anote Essa!, O Que e Como Usar, Regra Boa Do Bem-Vestir | Postado por Diandra Fernandes às 9:00

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Sabe quando você tira aquele cochilo durante o dia e perde a hora pra ir a algum lugar ou está atrasado para ir à localidade N porque um monte de imprevistos resolveram acontecer um pouco antes de você começar a pensar em se arrumar? Ou é convidado em cima da hora para sair e não vai ter tempo de pensar no que vai vestir? Ou simplesmente quando você está naquele dia que não está com saco pra decidir o que vai vestir? Então, pra estes momentos ajuda e muito ter já planejado um look pra ocasião. Pra você pegar as peças, vestir and just go. No piloto automático mesmo.

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Portanto, tire uns minutinhos de um dia que você esteja de bem com a vida e com tempo extra pra montar uns looks para N ocasiões que talvez tenha pela frente. Pode pensar genericamente falando. Ou se quiser, ser mais específico. Mas monte um look com peças que você amadora e que a escolha de usá-lo vai te deixar super de boa. Tenha um pro trabalho, pra uma night social arrumadinha, para uma festa mais formal, um até pra coisas corriqueiras como ir ao cinema no shopping ou tomar aquele café com alguém que você está interessado. Escolha um combo completo com acessórios inclusive pra cada ocasião, mesmo que mentalmente (mas pode registrar num app ou escrever pra não esquecer e pregar no armário por dentro pra ficar à mão e à vista) e sempre que não tiver tempo pra cranear uma montada, vai ter uma montada já pronta pra recorrer. É bom até ter uma segunda opção caso a sua primeira esteja lavando… Vai que… E claro que pode trocar o tal combo montado de tempos em tempos.

Ah, é bom adicionar uma peça extra como casaco ou jaqueta pra se eventualmente ficar friozinho do nada, ter com o que complementar e tal, se necessário.

E sim, pode fazer isso para aquelas ocasiões que você tem eventualmente mas o.de.i.a ter que escolher algo pra vestir. Tipo casamentos.

Daí basta se olhar no espelho, dar os acertos finais and you are done!

Ah, e não esqueça de borrifar o seu perfume, aquele tudo a ver com você .

Assim você sempre vai estar dudelicious, até ou especialmente quando não tem tempo de pensar no que vai vestir…

Got it?




05/09/13
Na(s) categoria(s): Regra Boa Do Bem-Vestir | Postado por Diandra Fernandes às 9:26

Porque dude, não tem ninguém que vai te dar uma melhor resposta, um melhor feedback se você está bem ou não, se tudo está super ou nem, do que ele. Mas pra isso, tem que se olhar, de corpo inteiro, frente, lados, traseira… de todos os ângulos pra ver se roupa e acessórios escolhidos estão jogando no seu time ou contra, se tem alguma coisa fora do lugar, um fiozinho puxado, um botão caindo, uma camisa mal colocada por dentro da calça que está fazendo volume no lugar errado… Enfim, estes detalhes que super contam pra arrematar bem o seu look escolhido. Mesmo que seja pra ir ali na esquina comprar uma coca-cola. Porque né, a gente nunca sabe com quem vai esbarrar no meio do caminho… ;-)

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Portanto, toda vez que se vestir, conte com ele, o espelho pra ver se tudo está no seu devido lugar, do seu devido jeito, fazendo o devido jus ao seu eu melhor em todos os seus ângulos. Deal?




05/03/13
Na(s) categoria(s): How To, Um Papo Sobre... | Postado por Diandra Fernandes às 16:39

Bom, eu já bati este papo por aqui, mas como faz tempo, vou rebatê-lo. Here is the deal:

Não dá pra saber quais são as melhores cores pra você pela cor do seu cabelo, dos seus olhos, cor da pele tipo sou branco, moreno, negro, mulato, oriental ou whatever... Só dá pra saber quais são as cores, ou melhor, ou melhores tons de cores pra você fazendo uma análise pessoal de cor. Ao vivo e em cores. Pra isso são usados alguns panos com tons de cores-chave pra determinar qual estação especificamente se harmonizam melhor com os tons, subtons da sua pele. Simples assim.

cor certa pele

A única outra maneira de você saber quais são os melhores tons de cores pra você sem fazer este teste é fazendo você mesmo o teste com cada tom de cor em contato com a sua pele. E ele deve ser feito da seguinte maneira: com a luz do dia (fique perto da janela durante o dia) com um espelho na sua frente coloque uma peça no tom em questão no seu queixo e veja como o seu rosto interage em contato direto com o tom de cor da peça. Um tom de cor que lhe favoreça vai deixar a sua pele iluminada, coradinha, com rugas suavizadas, dentes mais brancos, sorriso mais bonito, olhos mais brilhantes, branco do olho mais branco, vai dar um up na sua expressão, vai dar um up geral em você. Já um tom de cor que não é muito seu amigo vai te detonar, vai deixar a sua pele amarelada, sem vida, não vai fazer nada de bom com as suas rugas, vai realçar as olheiras, derrubar o teu sorriso e o teu olhar… enfim, vai te deixar down, bem down, somehow…

E veja bem: não é porque um tom de azul não te favoreceu que você vai achar por tabela que azul não é pra você. Não. Aquele tom de azul não ficou bem pra você, mas um outro ou outros podem ser super seus amigos. Então, cuidado aí.

Ah, pra fazer este teste você não pode estar muito queimado de sol e nem estar usando base ou aqueles autobronzeadores, tá? Tem que estar com a sua pele natural ON. E é bom que o fundo seja cinza e que você use uma camiseta cinza as well. Isso é pra facilitar o teste e a visualização.

E sim, usar o tom certo de cor pra você ajuda muito no looking good factor. Ô! E sim, ele interfere mais nas suas escolhas de peças usadas próximas ao seu rosto. Portanto, é o que você usa nesta área que o tom certo pra você deve ser sempre usado. E se a peça for estampada, que a maior parte dos tons de cores envolvidos seja em tons amigos. Tipo uns 80%.

Agora, se você quiser usar o tom certo nas calças ou nos acessórios, lógico que pode e que vai contribuir ainda mais pra isso. Mas a necessidade-mor de se valer da cor certa está na região próxima ao rosto.




28/02/13
Na(s) categoria(s): Comportamento, Q&As | Postado por Diandra Fernandes às 7:32

Eis a questão. Que só vai poder ser respondida pelo usuário, ou seja, você. Isso porque o “pode” ou “não pode” vai depender inteiramente de como é a sua silhueta (porque sim, nem tudo vai ficar legal, lindo e maravilhoso em todo mundo, simples assim), do seu gosto/estilo, das ocasiões que tem pela frente e de como você lida com certas escolhas que faz e com a reação das pessoas a elas as well. Porque assim, não adianta nada você saber que pode usar um sapato marrom escuro com terno cinza médio à noite para uma ocasião enternada que não é lá tão formal assim e que o combo é indeed um que joga no seu time e é até um que você curte pacas, se você vai se sentir desconfortável a noite toda porque as pessoas estão dando umas olhadas cruzadas com a sua escolha um tantinho de nada mais descolada.

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Ou se vai usar algo que curte e lhe cai bem como um colete mas vai ficar reclamando da mente fechada dos caras da sua cidade que não entendem que usar colete  é uma possibilidade 101 e não algo fashion forward ou almofadinha ou whatever. Porque o como a gente se sente com as escolhas que a gente faz é essencial pra bancar bem o que a gente está usando. E isso é sine qua non. Inclusive como fator pra fazer as pessoas que olham cruzado ou fazem piadinha reconsiderar sem você nada dizer. Deu pra entender?

E se o que os outros acham ou falam das suas escolhas te incomoda ou você reclama da mente fechada de quem faz piadinha ou whatever, então, dude, sinto lhe informar mas você não está confortável com a escolha que foi feita. E ao invés de ficar achando ou esperando que a mente das pessoas se amplie, que elas mudem, tente ver o que de fato te incomoda. E trabalhe isso. Porque é aí que está o seu poder nesta situação. Porque é essa a mudança que vai contar. Pra todos.

Às vezes numa primeira tentativa de usar algo meio que diferente você pode até se sentir deslocado, meio assim, sabe como? Mas insista e veja como lida com isso numa outra ocasião. Mas fique de olho nisso porque o como você se sente com o que usa e com os comentários e olhares around é sim um dos fatores dos mais relevantes pra esta questão do pode ou não pode, ou em outras palavras, se algo é ou não pra você.

Eu lembro bem que eu não gostava de usar calça jeans quando eu era adolescente. Mas um belo dia resolvi usar uma, mas do tipo bem detonada aka toda rasgadinha porque era a única com a qual simpatizava. Me recordo que ao andar assim pelas ruas do Rio de Janeiro sempre tinha alguém pra fazer uma piadinha do tipo “ah, tadinha, não tem dinheiro pra comprar uma calça decente ou algo do tipo.” Na primeira rodada eu meio que me senti incomodada na vibe “ah, vai catar coquinho, vai.” Mas numa segunda ou terceira ocasião eu já estava me divertindo com isso. Não desisti de usar a única calça jeans que gostava naquela época (eu nunca fui e continuo não sendo a jeans person) e nem perdia um pensamento sequer achando que aquelas pessoas que faziam gracinha (e nessa entrou até os meus amigos mais chegados) eram mentes fechadas ou o que quer que seja. E logo depois, não sei se as piadinhas pararam ou eu que nem registrava mais, mas foi isso. E foi aí que eu comecei a sacar que isso era um bom parâmetro pra eu saber se eu podia ou não usar algo.

Enfim, taí uma boa maneira de investigar se algo pode ou não ser usado por você: checando com você mesmo como você se sente com a escolha feita e o que ela envolve. Se tiver de boa, de boa ficará regardless. E este de boa é que tem aquele poder lá em cima de mudar a situação. E sem precisar dar nem um pio.




05/01/13
Na(s) categoria(s): Regra Boa Do Bem-Vestir | Postado por Diandra Fernandes às 18:05

E o papo sobre necessidade versus gosto é assim: digamos que o uniforme do seu trabalho requeira camisa polo todos os dias, mas você o.de.i.a a tal da polo. De qualquer jeito ou modelo. Bom, pro trabalho não tem como não usar só porque você não gosta já que é O uniforme da empresa e por isso você vai ter que ter algumas no seu armário. O suficiente pra usar pra trabalhar. A quantidade vai depender de você. Mas acho que no mínimo umas 5 se tem que usar todo dia é um bom número. 10 polos no máximo seria outro. Isso se elas puderem ser de cor e estampas diferentes. Se só puderem ser de uma cor, aí pode ter só umas 5 no máximo. E à medida que elas vão se desgatando ou pedindo outra você vai as substituindo accordingly. Vale pra todos os casos.

E na sua vida fora do trabalho aproveita e simplesmente não use a polo já que você não suporta uma. You don’t have to. Aí você pode substitui-la por outros tops mais de acordo com o seu gosto sem drama.

Já se você adorar uma, aí pode ter um arsenal maior delas pra atender a demanda de uso profissional e social. E você não precisa ter tais polos só pra trabalho e tais só pro social. Pode mixar. A não ser que pra trabalhar como parte do uniforme seja pedido polos somente lisas e/ou neutras. Aí você respeita essa determinação pro seu trabalho, mas lembrando que pode usar estas pro social as well. E as outras vetadas no trabalho também.

Outro exemplo seria um blazer. Você não curte um, mas vez ou outra pro seu trabalho, tipo quando precisa encontrar um cliente top acha que é uma boa usar e de vez em quando uma ocasião esporte fino up demanda o uso dele. Então, escolha um (somente um) curinga, numa cor escura (preto, marinho ou cinza), de lã fria/tropical pra poder usar quando necessário. Isso porque você não precisa ter mais de um no armário pra algo que você usa de vez em quando quase que raramente. Ainda mais numa peça tipo um blazer que fica por cima de um top. O mesmo valeria para um casaco, por exemplo. Deu pra entender a relação?

Já se usar sempre um, aí pode ter mais um ou dois, neutros ou neutro e um de cor. It is up to you. E vale o mesmo critério se adorar a peça.

Ou seja, às vezes você vai ter que ter no seu armário peças que não gosta e dependendo da sua necessidade e da quantidade de vezes que vai ter que usar e da peça em si pode ter só uma pra curingar a ocasião que eventualmente pintar ou se munir de algumas se a frequência de uso for diária ou algo do tipo.




11/12/12
Na(s) categoria(s): Anote Essa!, Comportamento, Regra Boa Do Bem-Vestir | Postado por Diandra Fernandes às 17:38

Newsflash: não tem nada de errado com isso. Às vezes me parece que pra alguns, as ditas ON trends ou os modismos são os vilões supremos do bom gosto, estilo ou elegância de alguém. E a coisa não é bem por aí. Não é porque eu por exemplo não sou uma seguidora de tendências per se, porque não curto muito essa, que por isso acho que ninguém deva ficar de olho e seguir as ON trends, que elas são a bad, bad thing. Tanto que reporto as mesmas por aqui. E reporto porque o fato de eu não curtir pra mim não significa que o certo é não curtir at all. Ou que elas não existam. É aquela história do que funciona pra mim pode não funcionar pro outro. Ou pode, mas isso não quer dizer que o que funciona pra mim e pro outro fulano ali seja o melhor  caminho pra todos. Não é.

O que você deve atentar nessa de seguir tendências é saber filtrar e absorver as que tenham a ver com você e lhe favoreçam ao invés de adotar a postura do “tá IN, tô dentro usando” just because. Isso é que não é a smart move. Mas se você curte usar o que é tendência ou já está na moda aka o que todo mundo está usando, dude, go for it. Não é isso que vai te fazer um cara mais ou menos estiloso ou descolado ou elegante. Porque o que tem este poder é o filtro que você vai usar na hora de fazer as suas escolhas dentro do que é ofertado em cada estação. E se ele estiver calibrado… vai estar ON na boa.

E isso não quer dizer que você não vá cometer alguns errinhos every now and then e ser vitimado pelos modismos (FYI: quem viveu nos anos 80 foi in a regular basis), porque né, that happens, mas com o filtro ON vai tirar daí uma boa experiência pra sacar ainda melhor o que joga ou não no seu time e vai também dar umas boas risadas com isso. Mesmo porque cometer erros não é problema, não é o que vai nos definir, o que pode nos definir é o como a gente escolhe lidar com eles. Em moda ou na vida simplesmente.




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