Vem saber tudo sobre ternos, vem?


04/04/14
Na(s) categoria(s): Comportamento, Saúde e Bem-Estar | Postado por Diandra Fernandes às 9:07

No vídeo acima foi proposto um exercício bem legal pra trabalhar o perdoar e o let it go. É o seguinte: feche os olhos e pense em alguém por quem você guarda algum ressentimento ou tem algum issue não resolvido. Depois escreva quem é a pessoa, qual a situação envolvida, como você se sente a respeito e sobretudo, escreva com as suas próprias palavras, do seu jeito, o seu perdão pra pessoa em questão pelo feito, não feito ou desfeito. E aí, quando terminar de escrever, fique em frente a um espelho e leia tudo o que foi escrito. Pra você. Se olhando de vez em quando no espelho.

Screen Shot 2014-04-03 at 16.17.18

E pode fazer isso com quantas pessoas tiver algum issue ou ressentimento. Com quem for, inclusive com você mesmo.

Lembrando que o perdoar não envolve validar o que foi feito de errado e sim se libertar dos efeitos (nocivos) do que foi feito de errado, seja por alguém ou por você mesmo. E é por isso que a gente deveria fazer sempre, como um presente pra nós mesmos, este exercício.

Let’s?

XOXO




11/03/14
Na(s) categoria(s): Comportamento, Just for Fun! | Postado por Diandra Fernandes às 12:33

)

Bom, esta foi a ideia pra este vídeo acima que juntou 20 pessoas que se voluntariaram pra beijar uma outra pessoa totalmente desconhecida, tipo nunca nem tinham se visto antes nem nada. O resultado deste primeiro beijo entre elas é este aí ó. E ficou tão tocante que cá estou eu blogando. :)

Muah!

Update: Parece que o vídeo é na verdade um comercial com atores e tal… Oopsy. #Chatiada




27/02/14
Na(s) categoria(s): Comportamento | Postado por Diandra Fernandes às 9:19

Algo ou alguém em nossas vidas pra finalmente nos sentirmos completos, sabe qual? Então, no vídeo acima o Flavio Gikovate fala a respeito da busca incessante do ser humano pra preencher este vazio que nos leva a trilhar caminhos bem equivocados porque pra completar este vazio não se faz necessário algo ou alguém pra isso. Ele (ou a psicanálise) tem uma boa teoria a respeito do porquê temos esta sensação. E às vezes entender a causa pode dar uma aliviada nessa busca que é deveras frustrante ou mesmo limitante. E totalmente equivocada.




02/01/14
Na(s) categoria(s): Comportamento, Por Aí | Postado por Diandra Fernandes às 9:18

Hey você que fecha nos seus pensamentos, conceitos e os crava como verdades absolutas inflexíveis e mesmo quando eles te levam pelo caminho errado continua apegado a eles, porque… hum, well, sei lá porquê… este papo é uma boa pra você.

rigidez-pensamento

Na verdade é uma boa pra todos nós dar um play no vídeo, porque ficar apegado aos nossos pensamentos pode ser uma cilada, Bino. E do tipo que a gente nem nota o quanto anda atrasando a nossa vida… Isso sem falar que a foto acima ilustra muito bem um dos efeitos colaterais desta tal rigidez. ;-)

Aliás, às vezes uma simples imagem vale mais do que um texto inteiro… por isso, vou deixar que ela fale por mim nessa.




27/12/13
Na(s) categoria(s): Comportamento, News | Postado por Diandra Fernandes às 16:57

Um dia destes no instagram (vez ou outra tem mais do que selfies e pratos ou looks do dia por lá, hehehe), alguém que eu sigo postou uma foto de um elefante que ela tinha “adotado” virtualmente pela David Sheldrick WildLife Trust. Organização que até então eu nunca tinha ouvido falar. Mas me interessei muito porque adoro Elefantes. Na verdade, falou em bicho, eu adoro e já me interesso anyways. Na África então… Enfim, fui googlar a respeito e fiquei sabendo que esta fundação foi criada em homenagem ao naturalista David Sheldrick que morreu há muitos anos mas que dedicou grande parte da sua curta vida ao estudo, proteção e preservação da vida selvagem aonde nasceu e viveu aka Kenya e foi o fundador do Warden of Tsavo East National Park, O parque do Kenya. A esposa dele, Dame Daphne Sheldrick que continua viva e no comando da fundação no Kenya junto com a filha, é responsável pelo método mais bem sucedido de reabilitação de bebês-elefantes órfãos que conseguiu de fato resgatar, reabilitar e reintegrar estes bebês que perderam a sua mãe e sem elas não teriam a menor chance de sobreviver sozinhos na selva. Mesmo. Um bebê-elefante precisa de leite materno e da presença (cheiro, companhia, cuidados etc) da mãe por pelo menos 3 anos da sua vida. E proporcionar esta substituição à altura para um elefantinho que perdeu a mãe é muito difícil, trabalhoso e deveras complicado porque exige total dedicação à causa. O que torna este projeto no mínimo tocante. Eu posso dizer que fiquei apaixonada por ele, por isso estou aqui compartilhando.

Infelizmente nem sempre eles conseguem fazer com que o elefantinho se transforme em elefantão pra retornar à sua vida selvagem. Mas seguem tentando, com os muitos outros que eles resgatam por lá. E já foram mais de 140 histórias bem sucedidas.

como-adotar-bebês-elefantes-kenya

E só pra constar: A maioria destes bebês-elefantes ficam órfãos porque matam as mães atrás do marfim. O que é triste. Mas é a realidade do momento faz tempo e que coloca em risco a população de elefantes africanos, população que já está bem reduzida, diga-se. Será que dá pra imaginar um mundo sem elefantes? Não dá, né?

Pra quem se interessou… aqui tem um longo vídeo sobre a história dessa senhorinha contada por ela mesma. Aqui tem o livro autobiográfico (tem na iBook Store também, mas só encontrei em inglês) que narra a história dela, com o marido e deste projeto. E aqui tem um vídeo do banho de lama que os elefantinhos tomam todos os dias. Muito amor.  Aqui tem um pouquinho do diário dos keepers, cuidadores dos elefantes que fazem um super duper trabalho. E aqui tem um pouco sobre cada um dos keepers.

FYI: Qualquer pessoa pode ajudar este lindo projeto adotando um bebê-elefante ou um filhote de rinoceronte (sim, eles também são reabilitados por lá) da comodidade do seu computador ou device por 50 obamas ao ano (é o valor mínimo, mas pode dar o quanto quiser acima deste valor) e com isso receber updates mensais sobre o bebê-elefante, sua rotina e reabilitação. Lógico que custa muito mais manter um bebê-elefante por ano, mas com 50 obamas de um monte de gente, aí rola. :-) E por lá tem a lista de todos os bebês-elefantes e outros elefantes em outras idades pra serem “adotados” onde você pode ver a história de cada um e escolher um pra adotar. Dá uma olhada pra se interar a respeito.

Pode ainda ser apenas doador e doar o quanto quiser.  Eu particularmente acho uma boa adotar e poder acompanhar o projeto lindo de viver que é reabilitar estes bichos incríveis e receber os updates pra ter um pouquinho desta história na sua vida bem aqui na selva de pedra. E seria um ótimo presente pra si mesmo também, acho. Você pode ainda fazer esta “adoção virtual” em nome de alguém como um presente dado a este alguém. Quando for se inscrever para ser o Foster Parent, tem lá a opção de gift. E a pessoa presenteada vai receber todo mês os updates deste elefantinho ou rinocerontinho que ela “adotou”. Fica a dica de presente registrada aqui pro ano.

Ou pode também doar em homenagem a alguém.

Em qualquer dos casos, eles aceitam cartão de crédito internacional (visa ou mastercard) ou pagamento via paypal.

Registrei.

BioFlash: Toda vez que eu vejo uma destas histórias na África eu fico com aquela impressão que nasci no lugar errado e preciso consertar isso asap. Se algum dia eu desaparecer, vocês já sabem aonde me encontrar. ;-)




17/12/13
Na(s) categoria(s): Comportamento, Um Papo Sobre... | Postado por Diandra Fernandes às 9:35

Venho queimando a mufa pra tentar definir o que seria essa coisa que anda tão em falta no mercado ultimamente chamada compaixão. E nesta tentativa eu acabei topando com este dois textos: um aqui e outro aqui.

compaixão

Na verdade, a minha definição tem um pouco deles dois, ao mesmo tempo que discorda deles e/ou vai um pouco além também.

Primeiro: compaixão pra mim não tem nada a ver com o que muitos acreditam ser, que é dó, piedade, peninha de galinha que aliás, na minha opinião é um sentimento absolutamente inútil, que não serve pra nada, a não ser para alimentar o nosso ego needy e chorão.

Também não acho que seja somente empatia pelo sofrimento do outro porque compaixão vai além disso. Pra mim, compaixão é olhar para o outro, para o mundo e até mesmo para si mesmo first and foremost, com um maiúsculo GG, Generosidade Genuína, com bondade que inclui ainda a serenidade, a integridade, a coragem, o equilíbrio, o amor puro, tudo isso sem rastros de julgamentos, de intolerância, de impaciência, de tristeza, de ódio ou de ressentimento. É olhar pro outro ou pra si de uma forma acolhedora e não julgamentosa, de ver sim the good, the bad and the so ugly and yet entender que aquela pessoa é sobretudo um ser humano, just like you. Com defeitos e qualidades, com erros e acertos na cartilha, com talentos e shortcomings, com anjos e demônios, com uma vida pra viver e uma morte pra encarar, com uma história que não pode ser definida por uma só atitude, mas talvez, pelo conjunto da obra, uma pessoa que é o que é não apesar dos pesares, mas por causa deles também.

Verdade: olhar assim pra alguém ou pra si não é uma das coisas mais fáceis de se conseguir e de se sentir, mas sem tentar não fica difícil e sim impossível. Se quiser um caminho, mantre essa máxima que eu adoro:  Hate the attitude, not the person. E isso é algo pra mantrar pra lidar com você mesmo. Encarando as coisas assim a gente tira um pouco do peso do pessoal, o que pode ajudar, assim como viver com paixão também pode. Que é um outro bom significado para a palavra.

Detalhe: este post estava pronto mas ficou esquecido nos meus drafts desde 2009, só pra vocês verem o drama da pessoa com os seus drafts… Enfim, a ele, at last.




14/11/13
Na(s) categoria(s): Comportamento, Romântico Sim Por Que Não? | Postado por Diandra Fernandes às 9:49

E lá vem ela com um papo utópico… aviso: nem é. Na verdade o papo é sobre algo bem duh!, que de tão duh! passa batido… Sabe aquela do óbvio ser tão óbvio que as pessoas nem se tocam dele? Pois é… Tá, pra alguns pode ser óbvio mas vai cair naquela de “faz todo sentido mas na hora da prática old habits esculhambam tudo”… Enfim, ao papo:

Here is the deal:

Geralmente a gente é a soma de tudo o que a gente aprende por aí, incluindo o que é aprendido nos nossos relacionamentos, mas esquece de aprender que o que se tira de cada relacionamento é meramente mais uma lição e não uma maneira de comportamento que vai sair por aí reaplicando porque aprendeu que com um relacionamento tal é assim que deve ser sempre pra funcionar. Porque antes de mais nada ninguém é robô e se não é, pra que agir roboticamente, me explica?

Agora, deixa eu explicar a questão melhor: Tem muita gente entrando em relacionamentos (e aqui falo de relacionamentos amorosos mas o papo vale para todo tipo de relacionamento) trazendo as fórmulas usadas e aprendidas no passado com as experiências anteriores, na base do copy and paste-ish, saca? Tipo assim, estou apaixonado e vou usar tudo o que usei, aprendi ou absorvi na última vez ou últimas vezes que apaixonado estive. Ou vou usar as lições aprendidas along the way. E isso inclui as coisas boas e ruins, sem se dar conta que mesmo o que julga como bom pode não ser o bom pra este novo relacionamento porque o que funcionou anteriormente pode não funcionar desta vez… porque dude, tudo é relativo.

Pra ilustrar bobamente: imagina que você iniciou um relacionamento com alguém que gosta de girassóis, mas a sua namorada antiga gostava de gérberas e como você se acostumou a dar gérberas pra ela e tem até o endereço de um lugar especializado em que tem as melhores. Daí assume que toda mulher gosta mesmo é de flor, regardless, passa por cima do gosto dela e lhe compra gérberas porque né, já está acostumado a ir lá na tal loja, é mais conveniente pra você, anyways… E periga até em achar que gérbera parece tanto com girassol que ela nem notar vai… Really? Pois é….

Ué, é tão sabichão, mas dessa não tava sabendo? Pois é. E às vezes, quando experiência pra certas coisas não tem, acha que aplicando o que já foi usado por alguém ou que leu num livro ou que um amigo disse que funciona ou que fizeram com ele e que serviu pra deixá-lo interessadão vai surtir o mesmo efeito no tal relacionamento que deseja iniciar, que é a sure thing pra aplicar. Sinto lhe informar, mas as coisas não são bem assim. Fazer isso é partir pra generalização esquecendo que cada situação é sem-igual, que cada pessoa é única e por isso cada relacionamento deveria o ser também. E se aplicar as mesmas coisas que usou ou que foram usadas com você ou com outros, mesmo que tenham surtido efeito, just because, sem levar quem a pessoa é em conta, sem ter em mãos a bula da pessoa em questão que é exclusiva e não genérica, vai se estrepar. Corre o risco de aplicar repelente achando que estava usando mel. Porque assim, pra alguns ciuminho bobo é afrodisíaco, já pra outros… é totalmente “brochuleante”…

Oopsy.

“Você não pode decidir ou mudar o jeito que os outros te tratam. Você só pode escolher a que tipo de tratamento você se submete.”

Então anotaí o primeiro princípio básico desta equação: experiência anterior serve pra calejar, deixar a pele mais grossa, mais resistente, pra nos dar mais desenvoltura no jogo de cintura que todo mundo precisa pra se virar bem na dança da vida. E nada além disso. Porque nunca as coisas ou as pessoas são exatamente como as outras, da mesma maneira que você não é exatamente o mesmo cara de 5 anos atrás ou o mesmo do relacionamento anterior. Não, não é. Ou melhor só é se nada que aconteceu na sua vida tenha te afetado de alguma maneira, de tocado somehow. Se foi o caso, aí pode até ser, mas duvido. Porque  sua essência permanece a mesma, mas você muda, tanto de cabelos como de ideias, como de emprego, como pode mudar as prioridades, como pode inclusive mudar de gostos, refinar o olhar, afiar a língua… enfim… Porque experiência só serve pra algo se vem junto com a “sabedoria de saber” o que usar ou não pra determinadas situações, de como adaptar o que foi aprendido e não dar aquela famoso copy and paste, regardless.

E são com estes calos, com este jogo de cintura ampliado é que a gente adentra o relacionamento novo, seja ele amoroso, profissional ou de amizade e não com as fórmulas prontas de sucesso ou fracasso que vieram deles pseudoprontas. Porque quando a gente entra num relacionamento novo a gente entra pra se relacionar com a pessoa em questão, pra interagir com ela e o seu mundo novo e não pra impor o tipo de relacionamento que tem ou teve com as outras pessoas que passaram ou ainda estão na nossa vida. Porque é isso que enriquece o nosso universo e não mais do mesmo de sempre. Se for isso que você quer, então fique com os seus mesmos de sempre, oras. E se quiser o novo, tem que se abrir, adicionar pra ver se vai ser uma boa pra você e pra pessoa em questão esta soma. Porque só assim que dá pra avaliar.

Agora imagina se a pessoa anterior foi uma bandidona com você e por causa disso você passa a achar que toda a mulher é assim e logo de chofre começa a tratar a sua nova amada como tal? Seria justo isso? Nem, né?  Nem com ela e nem contigo, trouxa.

E né, cada pessoa tem lá os seus códigos, seu programa de software instalado pronto pra ser explorado e tratado as such. E se você ainda não se deu conta, é justamente esta exploração que enriquece, que adiciona e que se for de fato bom pra gente só fortalece a nossa essência e é só através dela que a gente pode saber se aquele alguém é alguém que a gente quer fazer esta troca. Porque relacionamentos são uma troca que deveria ser espontânea até, e a gente só vai poder saber se é aquela que a gente quer participar quando souber quem é a pessoa do outro lado da mesa. Por isso que apelar pra joguinhos só vai atrapalhar. Trust me. Porque é bom deixar claro que tipo de pessoa a gente é desde sempre pra ver se somos a match na prática pro outro. A não ser que fazer estes joguinhos pertença a quem você é e seja algo que vai sempre se valer relacionamento adentro e não parte de uma tentativa aprendida que supostamente funciona, deu pra entender? Porque ao contrário do que muitos pensam, o amor que se sente não vai resolver problema de relacionamento nenhum por mágica ou efeito colateral. Ele se resolve na prática. E tem que ser de ambos os lados.

E como faz isso, esta mágica de conhecer a outra pessoa? Indo pro segundo princípio desta equação: prestando atenção na pessoa na medida que o relacionamento se desenvolve. Sem achismos ou assumismos, sem joguinhos, mas na base da descoberta sincera, um do outro, do olhar pra pessoa e vê-la, enxergá-la, afinal não é com ela que você quer passar boa parte do seu tempo ou dividir uma vida juntos? Então, se atente pro que ela te conta sobre ela, pros seus gostos, pro seu jeito de ser e de ver a vida, pras linhas e não pras entrelinhas, porque as entrelinhas só vão poder ser lidas com as linhas dela e não de outras em mãos, gabaritadas. É delas, das linhas e entrelinhas da pessoa gabaritadas que você vai tirar a bula. E pode ser ilusão minha, mas acho que a gente quer ser vista como a gente é e não como o outro acha que a gente é ou deve ser. Quer ser gostada por isso e não por uma idealização ou por manipulação pra ser enquadrada dentro de uma outra bula que nem é a nossa e nem tem nada a ver com a gente, mas que lhe é conveniente. Se for assim, então pra que este relacionamento, pode me dizer? Melhor ser não gostada pelo que se é do que ser gostada pelo que não se é. Pelo menos pra mim é bem assim.

E se precisar de ajuda pra conhecer melhor a tal pessoa, se encontrar alguma dificuldade para lê-la, se valha dos amigos dela, não dos seus. Seus amigos não a conhecem, te conhecem e só vão poder discorrer acerca de achismos ou se baseando nelas mesmas, o que pode ser o maior tiro no seu pé. Com os seus amigos ou amigas você só vai aprender algo sobre eles mesmos não sobre a pessoa em questão.

E isso nos leva pro terceiro princípio desta equação: todo relacionamento precisa ser personalizado, ter os seus prórpios códigos. Únicos. É assim que a gente cria o nosso relacionamento que vai servir somente pros dois. E aí vale pra tudo: desde comemorações ao que de fato importa pra um e pra outro (o que pode não ser a mesma coisa), ao como convivem no dia a dia etc e tal… porque personalizar é preciso, caso contrário você só estaria levando em conta a si mesmo e não a outra pessoa. Ou então, estaria levando em conta você e quem passou antes na sua vida…

Problems in a relationship appear when something means so much for one and doesn’t mean anything for another and not being able to understand that importance. 

Ah, Di mas o meu relacionamento anterior foi tão bom que gostaria de  reproduzi-lo exatamente no novo e tal, por que não? Porque para o relacionamento ter uma mínima chance de ser tão legal ou até melhor do que o anterior que você tanto gostou e se apegou, ele precisa encontrar entre vocês dois o que levaria o relacionamento a ser tão legal assim, encontrar a sua fórmula única. E pra isso tem que levar em conta o outro e saber o que vai surtir o mesmo efeito na pessoa que teve na anterior. Pra isso é preciso encontrar algo que tenha este efeito no relacionamento porque é atrás do efeito que você está, mas pra isso tem que ter em mãos o que vai poder desencadeá-lo, saca? Seria mais por aí, descobrir o que funciona pra vocês dois e não reproduzir o que funcionou pra você e um outro alguém.

Quarto: Aprenda a falar a língua dela e que ela aprenda a falar a sua. Porque um só falando a língua do outro não rola, embola. E sem esta vontade e abertura o que vai acontecer é que os dois podem estar madly in love for each other mas nenhum dos dois ou somente um dos dois vai sentir este amor. Não tem como o outro sentir se você não fizer com que ele sinta isso e isso só é possível quando você fala a língua deste alguém que eu já disse lá em cima não é genérica, e sim algo dela. Este falar a língua do outro envolve a tal troca, o girassol e gérberas na prática. E deveria ser na verdade algo voluntário e não pedido ou demandado, porque quando a gente ama alguém, é levando em conta o como ela se sente amada que a gente consegue que ela sinta o nosso amor e não fazendo isso como ela sentiria? E o que é amar alguém se quem a gente ama não consegue senti-lo? Pois é… desperdício de sentimento, eu diria.

E não pense que porque ela fez algo pra você ou por você, onde você sentiu o amor dela, que reciprocando com o que ela tenha feito, isso vai fazê-la sentir o mesmo que você sentiu, que vai ter o mesmo efeito nela. Não. Isso seria falar a sua língua com ela. Tem que descobrir o como se daria isso pra ela. Por exemplo, ela sabe que você adora festa-surpresa. Ela odeia, mas sabendo que você adora, no seu aniversário ela faz uma pra você toda especial, sensa. Daí você assume que porque ela fez pra você uma festa-surpresa que fazer uma pra ela vai ter o mesmo efeito nela. Que esta é a maneira certa de reciprocar. Só que ela odeia e só foi lá e fez uma pra você porque sabe que você gosta. Pra fazer esta troca, pra aplicar bem a lei da reciprocidade, digamos assim, fair and square você tem que saber o que teria este efeito tão bom causado pela festa surpresa em você nela. E pra ela isso pode ser algo tipo um jantarzinho a dois em casa instead. Mas só ela pode te ilustrar o que seria isso, ninguém mais.

Porque assim, não adianta nada eu ficar entendo o lado do outro enquanto o meu nunca é entendido ou é mal-entendido. Num relacionamento, pra que ele seja super, a boa reciprocidade deve fazer parte. E deveria ser algo espontâneo, inclusive.

Acho que é isso.

casal-troca

Então, resumindo: da próxima vez que entrar num relacionamento, zere a conta, só leve consigo a pele mais grossa que ganhou das experiências passadas, não as fórmulas pseudoprontas. Entre no relacionamento sendo você mesmo e aberto a conhecer a outra pessoa sem assumismos, a trocar e reciprocar na boa, na base do fair and square. And go with flow. O seu e o dela.

Amor será dar de presente um ao outro a própria solidão? Pois é a coisa mais última que se pode dar de si.” - Clarice Lispector

E eu acrescentaria que pra isso tem que valer muito a pena, indeed.




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